A professora adjunta do Departamento de Segurança Pública do Instituto de Estudos Comparados de Administração de Conflitos da Universidade Federal Fluminense (InEAC-UFF), com pós-doutorado em Estudos Estratégicos pelo Programa de Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, Jacqueline de Oliveira Muniz, participa — no próximo dia 27 — do Foro Inteligência, que terá como tema “O controle da ação policial em democracias”. A ideia do evento é discutir o principal problema das organizações de força comedida: a governabilidade. “Os mandatos de polícia no Brasil operam como um cheque em branco ou uma procuração em aberto, que produzem autonomização predatória do poder. Sem a produção de controle efetivo da ação policial não é possível ter governança na segurança pública”, explicou.

Para Jacqueline Muniz, sem delimitação, controle e constante aprimoramento da autonomia policial não se tem como garantir a estabilidade e a previsibilidade no exercício do poder por governos legais e legítimos. “Sem governabilidade sobre os meios de força tem-se a constituição de autarquias sem tutela, que aprisionam governantes em seus gabinetes, chantageiam parlamentares, silenciam oponentes, pautam a justiça e ameaçam a sociedade”, afirmou a cientista social e antropóloga.