Para o economista Roberto Teixeira da Costa, ex-presidente da CVM e conselheiro emérito do Cebri e do Conselho Empresarial da América Latina , se o mercado de capitais tivesse sido um bom supridor de recursos, capaz de alavancar as empresas, o Estado, em muitos casos, não precisaria ser o investidor.

“Por outro lado, o Estado não tem recursos disponíveis, porque um dos seus grandes problemas é o fato de ser um despoupador. Nesse contexto, o setor privado precisa assumir esses investimentos, mas a atração do capital privado e internacional depende de previsibilidade, condição ausente no atual cenário brasileiro”, avalia.

Os impactos das interferências dos governos nas corporações em que o ente público é o controlador; o papel do mercado de capitais; o uso das empresas como instrumentos de política pública; as resistências em torno das privatizações; e a agilidade na tomada de decisões em empresas pulverizadas são alguns dos temas a serem abordados por Teixeira da Costa e pela advogada Maria Lúcia Cantidiano, sócia de Cantidiano Advogados e especialista em Direito Societário e Mercado de Capitais pela NYSE, no próximo evento promovido Foro Inteligência.

O webinar Os limites da intervenção do Estado e as empresas de economia mista ocorrerá na quarta-feira (25/08), a partir das 19h.